Tuesday, November 07, 2006

Frei Giribone

MENSAGEM Nº. 375 - ANO VI XXXII TEMPO COMUM (B)

“DEVEMOS OFERECER A DEUS TUDO O QUE TEMOS”.

Pedir favores a Deus de acordo com nossas necessidades é mais comum do que agradecer pelos benefícios recebidos em todos os momentos de nossa vida. O pequeno óbolo ou oferta da viúva passa a ter um sentido maior do que as grandes ofertas oferecidas por ser o único que possuía oferecido a Deus com amor. Quem ama mais é mais feliz. Quem se entrega mais, recebe mais do Senhor. Ainda estamos muito fechados em nosso egoísmo precisamos de uma abertura maior a Deus e a nossos irmãos.

OREMUS: Deus de poder e misericórdia, afastai de nós todo obstáculo para que, inteiramente disponíveis, nos dediquemos ao vosso serviço. Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém.

EVANGELHO (Mc 12, 38-44):

Naquele tempo, Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”. Jesus estava sentado no templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava su as moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

“Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

Estar ao lado de Jesus significa se despojar de tudo o que nos impede de reconhecermos que somos profundamente amados por Deus. Quanto mais nos aproximamos mais do mistério de Deus somos convidados a nos superarmos e abrirmos nosso coração ao que o Senhor nos pede. Cristianismo e comodismo são duas realidades antagônicas. Deus não se conforma com nossa mediocridade. Quer nos renovar desde dentro até a realidade social onde vivemos.

A viúva ofereceu a Deus o que tinha de mais precioso. Talvez o necessário para sua sobrevivência. Esta atitude foi reconhecida por Jesus que exige de nós uma profunda conversão ao projeto de Deus. Isto indica que não podemos nos conformar com o que somos. Precisamos fazer mais para que Deus seja mais amado dentro do mundo.

Quanto maior a revelação, maior é a missão. Qu anto mais sentimos o Senhor perto de nós, mais somos convidados a fazer algo por ele.

O conhecimento que temos não nos pertence. Deve ser utilizado para a edificação da comunidade. Quanto mais conhecemos mais responsabilidade temos de ajudar nossos irmãos a crescerem na fé. Os doutores da lei estavam empedernidos em sua teologia achando que tinham a chave do Reino dos Céus pelo simples fato de conhecerem intelectualmente mais do que o povo.

Jesus exige uma experiência de amor que se realiza na ação do Espírito Santo dentro de nosso coração. O conhecimento sem a conversão se torna uma maldição para aqueles que o detêm. É preferível conhecer menos a conhecer e não experimentar o amor de Deus em nossa vida. O conhecimento é necessário, mas deve ser acompanhado pela experiência transformante do amor.

Jesus quer em primeiro lugar a nossa opção por ele, pelo Reino, pela missão. Quando somos iluminados pela graça de Deus nos tornamos seus instrumentos de prática do bem no meio do mau presente na história. Nós cristãos temos uma grande responsabilidade de amorizar o mundo através de nossa amizade com Cristo.

Que possamos oferecer, assim como a viúva do evangelho, tudo o que temos e somos ao Senhor para nos tornarmos instrumentos de salvação para os nossos irmãos.

“Senhor Jesus aumentai em nosso coração o desejo de vos seguir com alegria com nossas qualidades e limitações”.

Rio Grande, 06 de novembro de 2006.

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FREI GIRIBONE

(Frei José Francisco Giribone Cardoso OCD)

Data de nascimento: 18/09/1964 - Rosário do Sul, RS.

Filho de Victor Manoel Cardoso e Maria Angela Giribone Cardoso.

Ingressou no Seminário Carmelitano Teresiano em Passo Fundo RS: 18.08.1982.

Fez seu noviciado em 1983 no Convento de São Roque, SP.

Profissão na Ordem dos Carmelitas Descalços: 29/01/1984.

Estudou Filosofia no Instituto de Filosofia em Curitiba, PR.

Estudou Teologia na Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre RS.

Ordenação Sacerdotal: 06/05/1990.

Trabalhou na Promoção Vocacional e formação inicial em Passo Fundo, RS: 1990-1995.

Curso de Espiritualidade em Santa Teres a e São João da Cruz em Ávila - Espanha: 1995-1996.

Segundo Conselheiro da Província Nossa Senhora do Carmo do Sul do Brasil: 1999-2001.

Envia mensagens sobre os Evangelhos e Festas da Igreja desde 2000.

Superior do Centro de Espiritualidade São João da Cruz em Porto Alegre: 1999-2001.

Mestre de Noviços: 1999-2001.

Pregador de Retiros Espirituais para sacerdotes, religiosos e leigos.

Pregador de Retiros de Cura e Libertação.

Pregador de Cenáculos da RCC.

Faz parte do Conselho de Presbíteros da Diocese do Rio Grande, RS.

Coordenador de área pastoral leste 01 da Diocese do Rio Grande, RS.

Recebeu o título de “Amigo da Marinha” e de “Cidadão Riograndino”.

Diretor espiritual dos mosteiros das carmelitas de Rio Grande e Pelotas.

Trabalha na Pastoral Carcerária da Diocese do Rio Grande, RS.

Orientador Espiritual da Comunidade Obra Nova em Pelotas, RS.

Orientador Espiritual da RCC - Rio Grande, RS.

Orientador Espiritual de diversos leigos.

Trabalha como Superior e Pároco na comunidade carmelita em Rio Grande, RS.

Endereço: Rua General Bacelar, 224 Rio Grande, RS CEP 96200 370.

freigiribone@vetorial.net

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